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NOSSOS PROCEDIMENTOS

Cirurgia de Fimose

(Postectomia ou Circuncisão)

 

 

O pênis está dividido em três partes: cabeça, corpo e raiz. A cabeça é chamada glande e é o ponto mais sensível do pênis. Enquanto o pênis está flácido, a glande é envolvida por uma pele chamada prepúcio, que serve para proteger a parte sensível do pênis ao ambiente externo e que é conectado no inferior do pênis numa área chamada freno. Quando o pênis fica ereto, o prepúcio desloca-se, deixando a glande exposta. O corpo é um prolongamento fálico, e a raiz é a parte do pênis que está inserida dentro do corpo do homem.

 

 

O QUE É FIMOSE?

 

É entendida como Fimose é a incapacidade do homem expor sua glande (cabeça do pênis) com o pênis flácido ou ereto. A dificuldade em expor a glande ocorre quando o prepúcio, a "pele" que cobre a glande, possui um anel muito estreito, ou seja, a abertura do prepúcio é muito pequena para que se possa expor a glande, podendo ou não causar dor. O problema pode ser de origem congênita ou adquirida.

 

A fimose se apresenta em diferentes graus, para saber mais sobre os tipos de fimose e quando é necessário operar a fimose, clique no texto.

 

 

CIRURGIA

 

A retirada do prepúcio através de cirurgia chamada Postectomia ou Circuncisão é um procedimento comum. A Postectomia é realizada por questões culturais, religiosas (circuncisão), estéticas ou de higiene. A referida cirurgia é também um método para solucionar a condição de indivíduos, cujo prepúcio, com o pênis em ereção, não permite a exposição da glande (problema este chamado Fimose), e, também, como pré-requisito para realização da Bioplastia Peniana (Engrossamento Peniano).

 

A Postectomia é uma cirurgia bastante simples, consiste na retirada do excesso de pele, o prepúcio, do pênis. Este procedimento dura cerca de 45 minutos e é feito com anestesia local, possibilitando ao paciente retornar suas atividades normais no mesmo dia. O tempo de recuperação para as relações sexuais e masturbação é de 15 dias. É necessário que seja feita a Postectomia antes da realização da  Bioplastia Peniana (Engrossamento Peniano).

 

Acompanhe na animação abaixo o processo da Postectomia:

 

 

 

PARAFIMOSE

 

Ocorre quando a retração do prepúcio em presença de fimose, leva a um estrangulamento do pênis, com dificuldade do retorno venoso e linfático, ocasionando edema importante, que pode evoluir para isquemia e até necrose do prepúcio e da glande. Pode ser resolvido pela compressão da glande e tração do prepúcio sobre a glande. Quando a redução manual não for possível, está indicada a secção do anel prepucial e posterior correção cirúrgica da fimose.

 

 

 

HIPOSPÁDIA

 

Hipo, embaixo, spádia, abertura. É a abertura do meato uretral na face ventral do pênis, desde sub-glandar, até perineal. Isto ocorre em função do insucesso da convergência das dobras uretrais mesodérmicas na linha média. O cordee, que geralmente acompanha o quadro, é decorrente do insucesso da desintegração da placa uretral ou fibrose das dobras genitais internas. Está presente em 1/300 nascimentos vivos, em 14% entre irmãos e 8% para os filhos de pai acometido. Cerca de 65% é na uretra anterior, 15% na uretra média e 20% na uretra posterior. Seu tratamento é cirúrgico e deve ocorrer sempre antes da idade escolar, em torno de 3 a 5 anos.

 

 

 

 

EPISPÁDIA

 

Epi, acima, spádia, abertura. É a abertura do meato uretral na face dorsal do pênis, da glande até o púbis, situação máxima, quando ocorre extrofia de bexiga. Insucesso do crescimento do mesoderma lateral, e da coalescência dos tubérculos laterais. Está presente em 1/30.000 a 40.000 nascimentos do sexo masculino. Cerca de 5% é balânica, 20% peniana, 30% penopubiana e subsinfisária. Quando atingem somente a porção peniana, não acarretam incontinência urinária, o que ocorre nos casos mais proximais, que geralmente acometem o mecanismo esfincteriano. Deve ser avaliada a presença de outras anomalias do trato urinário. Pode ser acompanhada de cordee e seu tratamento é cirúrgico, entre 3 e 5 anos.

 

 

 

Colaboração: Netto Jr, N.R. (ed) Urologia Prática. São Paulo. Atheneu, 1999.
Fonte: http://www.fcm.unicamp.br/urologia/graduacao/pdf/Doencas_do_Penis.pdf

 

 

 

TÉCNICA PARA REPARAR FIMOSE ASSOCIADA AO PÊNIS OCULTO

 

Fimose associada com pênis oculto não é passível de circuncisão comum. Para o nosso conhecimento nós descrevemos uma nova técnica para reparar pênis escondido.


MATERIAIS E MÉTODOS

 

De setembro de 2003 a janeiro de 2008, 57 pacientes consecutivos com pênis escondidos foram tratados usando a esta técnica. A idade mediana na cirurgia foi de 33 meses (intervalo de 7 meses a 34 anos). A técnica consiste em três etapas:

 

Passo 1 - é uma incisão ventral para cortar o anel estreito do prepúcio e da glande expor.

Passo 2 - é uma incisão na pele realizada entre 2 circunferencial bordas do defeito ventral da pele em forma de diamante, seguido por incisão na linha média do interior do prepúcio dorsal para fazer dois retalhos de pele ligadas à glande.

Passo 3 - é a cobertura de pele. Dois retalhos cutâneos são derrubados e suturados juntos no lado ventral do pênis. A linha de sutura entre a pele pênis e a aba eventualmente se torna elíptica. Os prontuários médicos foram revisados para a função miccional, a formação de cicatriz, e as respostas dos pacientes mais velhos e os pais de crianças menores de impressões sobre os resultados cirúrgicos.

 


RESULTADOS

 

Seguimento médio foi de 26 meses. Nenhum paciente tinha problemas de esvaziamento. Linfedema persistiu devido a linha de sutura constrição em dois pacientes que foram submetidos a incisão da constrição. Todos os pacientes mais velhos e os pais de crianças menores estavam satisfeitos com os resultados cirúrgicos.

 


CONCLUSÕES

 

Este novo método é fácil de projetar e executar para corrigir o pênis escondido. Ele fornece uma boa aparência estética e parece ser aplicável em todos os casos com deficiência de pele haste peniana.

 


Fonte: SUGITA, Yoshifumi. Disponível em: http://www.jurology.com/article/S0022-5347(09)00642-9/references